Bem... Vou dizer o quê? Contar vantagem como muito homem, dizer que "peguei" a mais "popular da turma"? HAHAHA!!! Vou dizer que... Devo estar me apaixonando, se já não o estiver realmente. Em tantos anos, tantos países, tantas mulheres... E justo ela! Mas também, eu devia ter pensado no óbvio, no primeiro dia em que a vi e que a levei de táxi para sua casa. Foi irresistível o impulso de possuí-la, ali mesmo, no táxi. Mas não só o pai dela me mataria - se estivesse vivo - como eu não tive coragem!
Eu deveria ter imaginado que terminaria assim! Eu, apaixonado! E ela é tão... tão... O meu oposto! Princesinha mimada, cheia de amigos, de hábitos simples e caros, é isso o que ela é. E eu, cafajeste - como fui chamado toda a vida! - de atos heróicos e solitário. Como toda boa história de romance que se conta por ai... é esse o resultado! O vilão apaixonado pela mocinha! Se ela soubesse a verdade, me afastaria. Bem, não tenho certeza!
Engraçado como fazemos parte da vida um do outro de forma tão essencial. Não me imagino sem ela, e sei que ela não se imagina sem mim. A Lorena, melhor amiga dela, tem sido ótima! Só não sei se seu pai aprovaria o tipo de relação que estamos tendo... é maior do que poderíamos imaginar! Prometi cuidar dela, mas não prometi que não iria me apaixonar!
Paixão que acredito ser reciproca e que foi consumada. O que mais poderiamos fazer? Quando estávamos no meu carro e eu a levava para a casa, estávamos alterados pela bebida e isso criou o clima que nos trouxe à minha casa... Não achei que ela fosse deixar que eu a beijasse no estacionamento... mas... Ela tem um pescoço delicioso, uma boca irresistível e... Bem, eu não pude me controlar e foi muito surpreendente que ela correspondesse às minhas carícias no estacionamento! De qualquer forma a traria para conhecer meu apartamento, mas eu não estava preparado! Não para aquela noite após o St. Patrick's!
Arrisquei. Levei-a para a minha casa, nos beijamos no estacionamento do prédio, e a insegurança se apoderou de mim quando peguei na mão dela e a conduzi até o elevador. A insegurança e o medo do que iria acontecer. Embora - devo dizer - nunca tive problemas com mulheres, era a primeira vez que eu me sentia nervoso, inseguro e com medo de estragar nossa noite. Não sei porque. Talvez por estar apaixonado... quem sabe?
Assim que entramos no apartamento, o Bruxus, sonolento veio nos receber. Ela o reconheceu de imediato e ficou muito feliz por tê-lo reencontrado! Era meu Husky, preto, gigantesco de olho azul que por um tempo, enquanto eu viajei, cuidou dela para mim. Ele logo se retirou e foi dormir em um canto, atrás de um dos sofás. Mostrei o apartamento todo a ela e achei muito curioso ela ter se "apaixonado" pela minha cozinha! Servi um vinho italiano a nós dois, uma receita da época de César, e me apoiei na pia enquanto ela estava parada na minha frente e conversávamos. Era possivel ver a lua cheia da janela da cozinha, então propus apagar a luz e deixar só o brilho da lua iluminar o ambiente. Arrisquei na idéia. E ela topou com um sorriso e um olhar um tanto... provocantes! Foi a melhor idéia que eu tive!
A lua cumpriu bem o seu papel, e o ambiente ficou jogado às sombras, em um jogo de luz convidativo e sedutor que contrastava bem com os móveis pretos. Ela estava apoiada na pia ao meu lado, e enquanto conversávamos eu pude ouvir quando ela apoiou sua taça vazia no granito. Segui o seu exemplo e apoiei a minha também. Segurei uma de suas mãos, e me virei para ficar de frente para ela. Com a outra mão acariciei seu rosto e seu pescoço. Mesmo tendo tudo para "dar certo", eu ainda estava inseguro.
Meu coração bateu mais rápido quando ela soltou minha mão e me puxou pela camisa. Meu Deus! Ela me puxou devagar, e assim que ficamos bem próximos, deslizou suas mãos pelo meu peito, pela minha barriga e me envolveu em um abraço. Ela estava quente, bem quente. Eu podia ver o brilho em seus olhos, e estavam em um tom de azul que eu nunca tinha visto! Segurei-a pela cintura, e bem devagar comecei a beijá-la. Me perdi na sensação de beijar sua boca e seu pescoço. Faminto, comecei a intercalar beijos com leves mordidas, e senti meu sucesso tanto pelo calor que me consumia como pelo fato de que ela tinha desabotoado e tirado minha camisa.
Blog inspirado em contos de Vampiros de F.M. Crawford, Lord Byron, Bram Stoker, M.R. James...!
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Quinta-feira, 17 de março de 2011 - St. Patrick's Day
Sai com a Lorena e outros amigos para comemorar o dia de St. Patrick. Muita coisa mudou desde a viagem que fiz ao sitio dela com o Caim. Quero dizer, nada de extraordinário aconteceu - nem de fato esquisito e nem entre nós dois. Mas o fato é que as coisas mudaram.
Posso dizer que tenho trabalhado mais feliz, e o trabalho está rendendo. Os amigos não param de me telefonar, pedir conselhos, de me visitar ou me convidar para sair, e minha amizade com a Lorena (minha mehor amiga, da época da escola!) se fortificou. E não posso deixar de dizer, claro, que minha relação com o Caim também mudou. Ele faz tudo por mim: me visita, me ajuda a fazer compras, me faz companhia, passeia comigo, me agrada... se preocupa. Quem vê de fora acredita que somos um casal apaixonado em perfeita sintonia: tudo o que ele me faz, eu faço de volta. No começo tentei ser gentil, mas logo me vi correspondendo a uma amizade... A Lorena diz que eu gosto dele e jura de pé junto que ele está apaixonado por mim.
St. Patrick, encontramos a turma em um Pub no Centro. O Caim iria nos encontrar depois. O lugar estava lotado (e ainda eram 15:45 quando chegamos!), mas de todos os Pubs que pesquisamos, esse, além de ter nos atraido mais, era também o mais barato e o dono era um antigo amigo do Caim.
O começo da noite foi muito gostoso! O dono do Pub, um homem ruivo, grande, barrigudo e barbudo, claramente descendente de Irlandeses, ficou em nossa companhia o tempo todo até a chegada do Caim. Quando o Caim chegou, eles se cumprimentaram em irlandês e depois de uns minutos o dono do Pub foi checar as outras mesas.
Eu não sabia, que o Caim falava irlandês.
A noite foi muito agradável! Todos bebemos, sem exceção. Até o Caim saiu do Pub um pouco alterado! Pela primeira vez eu vi seu rosto pálido assumir um tom corado! Saímos do Pub de madrugada, o metrô não estava funcionando ainda. Por sorte, o Caim estava de carro e me levou para casa. Aliás, ele deixou de ser um simples motorista de táxi. Conforme ele dirigia, e afetado um pouco pela bebida, ele começou a me contar um pouco da sua vida. Descobri, nessa brincadeira, tudo o que eu queria e nunca soube em tantos meses de relacionamento! Ele mora sozinho, possui uma loja de artigos no bairro árabe da cidade, é de origem inglesa e mudou-se para cá há pouco tempo. Ele não é taxista, mas não soube como me explicar o porque de ter bancado um taxista comigo por vários dias; ele disse também que tem um Husky preto, e mora em uma cobertura, para ser mais exata um grande e lindo duplex. Ele adora vinhos, whiskies e cozinhar.
Achei que ele estava brincando em algumas partes por causa do efeito da bebida. Por exemplo, como um cara super-bem-de-vida resolve dar uma de taxista pra cima de uma desconhecida e fica amigo dela? Começamos um tal jogo de "acreditar e não acreditar" que o desafiei a me mostrar a verdade. Estávamos quase chegando na minha casa quando ele inverteu o caminho e seguiu na direção da casa dele. E eu não estava nem um pouco com medo.
Em cerca de meia hora chegamos ao prédio. Um prédio alto, bonito e vistoso. Possuia clube, quadras, piscina, churrasqueira, pista de corrida, área para as crianças, academia com piscina aquecida e até um pet shop. Ele cumprimentou o porteiro que devolvou o cumprimento com um sorriso acolhedor, estacionou o carro na garagem, abriu a porta para eu sair, segurou minha mão, e com a mão livre fechou a porta. Por algum motivo fútil ficamos parados, encostados no carro dele, enrolando os minutos em um clima do tipo "nos beijamos ou não nos beijamos?". Eu esperei. Esperei e vi muita malicia nos olhos deles - aliás, me surpreendi, pois também vi paixão. Os olhos dele brilhavam daquele jeito raro e lindo de quando ele se sente à vontade ou está planejando alguma gracinha! Ele abriu um sorriso, lindo, e eu retribui. E no sorriso pude notar aqueles caninos que tanto me incomodaram no nosso primeiro encontro, no táxi, quando eu voltava do trabalho e ele tentou me morder. Dessa vez, eu não estava assustada; devia ser o efeito do álcool ou o fato de que eu acreditava que ele gostava de mim e não seria capaz de me fazer mal.
Enquanto eu estava encostada no carro, ele colocou as mãos na minha cintura, aproximou o corpo de mim e a boca do meu pescoço. Eu achei que ele ia me morder. Ao invés, ele beijou meu pescoço, um beijo bem gostoso, quente e demorado que ele intercalou com pequenas mordidas. Eu abracei ele de volta e o puxei para mais perto de mim. O estacionamento estava vazio, e um pouco escuro. De olhos fechados, eu me entreguei à sensação de sentir as mãos do Caim acariciando minha cintura, seu corpo bem próximo ao meu, e sua boca a provocar os mais deliciosos arrepios no meu pescoço e na minha nuca.
Bem devagar ele foi parando de me beijar, e me olhou. O brilho que ele tinha no olhar estava mais forte, e sua face continuava corada, mas já não era mais efeito do álcool. Nem eu estava mais sob o efeito das bebidas. Ficamos nos olhando uns minutos mais, até que ele pegou na minha mão e caminhamos até o elevador.
Posso dizer que tenho trabalhado mais feliz, e o trabalho está rendendo. Os amigos não param de me telefonar, pedir conselhos, de me visitar ou me convidar para sair, e minha amizade com a Lorena (minha mehor amiga, da época da escola!) se fortificou. E não posso deixar de dizer, claro, que minha relação com o Caim também mudou. Ele faz tudo por mim: me visita, me ajuda a fazer compras, me faz companhia, passeia comigo, me agrada... se preocupa. Quem vê de fora acredita que somos um casal apaixonado em perfeita sintonia: tudo o que ele me faz, eu faço de volta. No começo tentei ser gentil, mas logo me vi correspondendo a uma amizade... A Lorena diz que eu gosto dele e jura de pé junto que ele está apaixonado por mim.
St. Patrick, encontramos a turma em um Pub no Centro. O Caim iria nos encontrar depois. O lugar estava lotado (e ainda eram 15:45 quando chegamos!), mas de todos os Pubs que pesquisamos, esse, além de ter nos atraido mais, era também o mais barato e o dono era um antigo amigo do Caim.
O começo da noite foi muito gostoso! O dono do Pub, um homem ruivo, grande, barrigudo e barbudo, claramente descendente de Irlandeses, ficou em nossa companhia o tempo todo até a chegada do Caim. Quando o Caim chegou, eles se cumprimentaram em irlandês e depois de uns minutos o dono do Pub foi checar as outras mesas.
Eu não sabia, que o Caim falava irlandês.
A noite foi muito agradável! Todos bebemos, sem exceção. Até o Caim saiu do Pub um pouco alterado! Pela primeira vez eu vi seu rosto pálido assumir um tom corado! Saímos do Pub de madrugada, o metrô não estava funcionando ainda. Por sorte, o Caim estava de carro e me levou para casa. Aliás, ele deixou de ser um simples motorista de táxi. Conforme ele dirigia, e afetado um pouco pela bebida, ele começou a me contar um pouco da sua vida. Descobri, nessa brincadeira, tudo o que eu queria e nunca soube em tantos meses de relacionamento! Ele mora sozinho, possui uma loja de artigos no bairro árabe da cidade, é de origem inglesa e mudou-se para cá há pouco tempo. Ele não é taxista, mas não soube como me explicar o porque de ter bancado um taxista comigo por vários dias; ele disse também que tem um Husky preto, e mora em uma cobertura, para ser mais exata um grande e lindo duplex. Ele adora vinhos, whiskies e cozinhar.
Achei que ele estava brincando em algumas partes por causa do efeito da bebida. Por exemplo, como um cara super-bem-de-vida resolve dar uma de taxista pra cima de uma desconhecida e fica amigo dela? Começamos um tal jogo de "acreditar e não acreditar" que o desafiei a me mostrar a verdade. Estávamos quase chegando na minha casa quando ele inverteu o caminho e seguiu na direção da casa dele. E eu não estava nem um pouco com medo.
Em cerca de meia hora chegamos ao prédio. Um prédio alto, bonito e vistoso. Possuia clube, quadras, piscina, churrasqueira, pista de corrida, área para as crianças, academia com piscina aquecida e até um pet shop. Ele cumprimentou o porteiro que devolvou o cumprimento com um sorriso acolhedor, estacionou o carro na garagem, abriu a porta para eu sair, segurou minha mão, e com a mão livre fechou a porta. Por algum motivo fútil ficamos parados, encostados no carro dele, enrolando os minutos em um clima do tipo "nos beijamos ou não nos beijamos?". Eu esperei. Esperei e vi muita malicia nos olhos deles - aliás, me surpreendi, pois também vi paixão. Os olhos dele brilhavam daquele jeito raro e lindo de quando ele se sente à vontade ou está planejando alguma gracinha! Ele abriu um sorriso, lindo, e eu retribui. E no sorriso pude notar aqueles caninos que tanto me incomodaram no nosso primeiro encontro, no táxi, quando eu voltava do trabalho e ele tentou me morder. Dessa vez, eu não estava assustada; devia ser o efeito do álcool ou o fato de que eu acreditava que ele gostava de mim e não seria capaz de me fazer mal.
Enquanto eu estava encostada no carro, ele colocou as mãos na minha cintura, aproximou o corpo de mim e a boca do meu pescoço. Eu achei que ele ia me morder. Ao invés, ele beijou meu pescoço, um beijo bem gostoso, quente e demorado que ele intercalou com pequenas mordidas. Eu abracei ele de volta e o puxei para mais perto de mim. O estacionamento estava vazio, e um pouco escuro. De olhos fechados, eu me entreguei à sensação de sentir as mãos do Caim acariciando minha cintura, seu corpo bem próximo ao meu, e sua boca a provocar os mais deliciosos arrepios no meu pescoço e na minha nuca.
Bem devagar ele foi parando de me beijar, e me olhou. O brilho que ele tinha no olhar estava mais forte, e sua face continuava corada, mas já não era mais efeito do álcool. Nem eu estava mais sob o efeito das bebidas. Ficamos nos olhando uns minutos mais, até que ele pegou na minha mão e caminhamos até o elevador.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Quarta-feira, 3 de novembro de 2010 - Sem Luz.
Sai cedo do trabalho e cheguei em casa logo. Era por volta das 20:00, 20:30. Para minha total surpresa o prédio estava sem luz. Por sorte, eu moro logo no segundo andar, e assim que arrumei as minhas coisas usando a belíssima luz da lua que entrava pelas janelas do meu apartamento, liguei para a portaria para buscar alguém que me informasse qual a previsão para o retorno da energia.
"Não sei, senhorita. Já faz duas horas que estamos sem energia e o gerador do prédio não quer funcionar. Os técnicos já foram acionados e estão à caminho! Ligarei para você assim que tiver novidades!" - foi a única resposta que obtive. Mas tudo bem... O Geoff é um rapaz eficaz e sei que resolverá isso. Aliás, Geoff é o nosso Síndico. Bonito, charmoso e com sotaque irlandês, desejado por todas as solteiras do prédio - tenho uma quedinha por ele, confesso.
Bem, quando me senti pronta para encarar um banho gelado depois de um dia estressante, levantei do sofá, coloquei o telefone no gancho, e comecei a cogitar a idéia de aquecer água no fogão para encher minha banheira. Foi ai que senti o ambiente ao meu redor girar... e me apoiei.
- Nossa, já não basta meu dia estressante, agora tenho que optar por aquecer água e tomar banho de canequinha, ou... encarar um banho frio!
- Você deveria optar pelo banho quente.....
Uma voz que veio do nada, e que eu não esperava ouvir no meio do escuro. Me assustei, meu coração disparou e eu senti o chão sumir sob os meus pés. Me lembro apenas de acordar deitada na minha banheira com a água agradavelmente morna e perfumada. Assim que me recompuz, fitei aquele par de misteriosos olhos azuis, reuni a pouca força que tinha e dei o maior e mais forte tapa no rosto dele.
- Você nunca mais faça isso!
- Ok, ok... Me desculpe! Mas você estava passando mal! Como queria que eu reagisse?
- Como um cara normal que telefona antes de aparecer ou que se faz anunciar na portaria! Aliás, como você entrou aqui, Caim?! Não me lembro de ter lhe dado a chave da minha casa!!!
- Aaaah, o rapazinho da portaria me deixou entrar. Ele pensa que somos namorados ou noivos. Acho que ele gosta de você, hein! Ele sempre fica irritado quando eu venho!
- Você não pode ficar invadindo minha casa desse jeito!
- Já entendi... Na próxima vez você vai me agredir com o telefone?! Hahahaha
- Não tem graça! Mas é que... Espera um pouco... Ei!!! O que você fez comigo?! Cadê minha roupa?!
- Ah, estava demorando! Minha querida, você desmaiou. Resolvi colocá-la em um ambiente relaxante para acalmar seu corpo... Ei, não me olhe com essa cara! Eu não fiz nada!
- Você tirou minha roupa sem minha autorização! Você me...
- Vi sem roupa?! Sim, eu vi. E não esqueça que a peguei no colo também. Sem roupa!
- Aaaah, Caim! Não tem graça!!!
- Ei, ei, ei...! Relaxa! Não fiz nada com você! Não abusei de você nem nada do tipo! E você sabe que não estou mentindo! Pq além de tudo, não teria graça fazer sexo com você se você não correspondesse!
- Oh, meu deus! Você não está ajudando!
- Me desculpa! Não imaginei que você fosse se ofender tanto! Eu só estava brincando! Não quero transar com você!!
- Mentiroso! Caim, você só está piorando as coisas!!!
- Tudo bem, pode ser que eu queira um pouco mas... Não lhe fiz nada que fosse desonroso! Pode confiar! E eu sei que você confia!
O que eu poderia dizer?! Ele tinha razão em tudo. Eu confiava nele e sabia que ele não seria capaz de fazer algo que eu não gostasse. Eu o conhecia há pouco mais de um mês e já sentia uma ligação muito forte com ele. Sinceramente, eu estava curtindo muito a situação!
- Tudo bem, pode ser que eu te perdoe por ter tirado minha roupa e tudo, mas vai ser dificil esquecer que você invadiu minha intimidade!
- Eu já entendi! E já pedi desculpa! Se ajudar, você tem o corpo mais lindo que já pude ver e tocar!
- Não, Caim... Não ajudou.
Pela primeira vez eu o vi acoado. Ele não sabia o que dizer. Eu até já tinha esquecido de perguntar o que ele fazia no meu apartamento. De qualquer forma, ele cuidou de mim. Minha pressão tinha caido muito com o susto que levei quando ele falou comigo no escuro - ela já estava baixa quando sai da loja. Ele me deu algo para comer, ajudou-me a vestir um pijama e me fez companhia a noite toda.
Peguei no sono logo. E a luz não tinha voltado ainda. Antes de ir dormir, eu disse a ele que não iria trabalhar no dia seguinte, pois era minha folga. Eu queria que ele me explicasse algumas coisas, então ele pediu para passar a noite comigo. Quando acordasse eu saberia o que ele estava fazendo na minha casa tão repentinamente!
Lembro-me de fechar os olhos e de adormecer abraçada a ele enquanto conversávamos deitados na minha cama. Eu me sentia segura com ele. Tão logo Morfeu me obrigou a dormir, pude ouvir Caim sussurrar bem baixinho para ele próprio:
- Você realmente tem o corpo mais lindo que eu já pude ver e tocar. Não tenho a menor coragem de machucá-lo...
Ele se inclinou e beijou meus lábios de forma suave e rápida.
Também fechou os olhos, se ajeitou e dormiu.
"Não sei, senhorita. Já faz duas horas que estamos sem energia e o gerador do prédio não quer funcionar. Os técnicos já foram acionados e estão à caminho! Ligarei para você assim que tiver novidades!" - foi a única resposta que obtive. Mas tudo bem... O Geoff é um rapaz eficaz e sei que resolverá isso. Aliás, Geoff é o nosso Síndico. Bonito, charmoso e com sotaque irlandês, desejado por todas as solteiras do prédio - tenho uma quedinha por ele, confesso.
Bem, quando me senti pronta para encarar um banho gelado depois de um dia estressante, levantei do sofá, coloquei o telefone no gancho, e comecei a cogitar a idéia de aquecer água no fogão para encher minha banheira. Foi ai que senti o ambiente ao meu redor girar... e me apoiei.
- Nossa, já não basta meu dia estressante, agora tenho que optar por aquecer água e tomar banho de canequinha, ou... encarar um banho frio!
- Você deveria optar pelo banho quente.....
Uma voz que veio do nada, e que eu não esperava ouvir no meio do escuro. Me assustei, meu coração disparou e eu senti o chão sumir sob os meus pés. Me lembro apenas de acordar deitada na minha banheira com a água agradavelmente morna e perfumada. Assim que me recompuz, fitei aquele par de misteriosos olhos azuis, reuni a pouca força que tinha e dei o maior e mais forte tapa no rosto dele.
- Você nunca mais faça isso!
- Ok, ok... Me desculpe! Mas você estava passando mal! Como queria que eu reagisse?
- Como um cara normal que telefona antes de aparecer ou que se faz anunciar na portaria! Aliás, como você entrou aqui, Caim?! Não me lembro de ter lhe dado a chave da minha casa!!!
- Aaaah, o rapazinho da portaria me deixou entrar. Ele pensa que somos namorados ou noivos. Acho que ele gosta de você, hein! Ele sempre fica irritado quando eu venho!
- Você não pode ficar invadindo minha casa desse jeito!
- Já entendi... Na próxima vez você vai me agredir com o telefone?! Hahahaha
- Não tem graça! Mas é que... Espera um pouco... Ei!!! O que você fez comigo?! Cadê minha roupa?!
- Ah, estava demorando! Minha querida, você desmaiou. Resolvi colocá-la em um ambiente relaxante para acalmar seu corpo... Ei, não me olhe com essa cara! Eu não fiz nada!
- Você tirou minha roupa sem minha autorização! Você me...
- Vi sem roupa?! Sim, eu vi. E não esqueça que a peguei no colo também. Sem roupa!
- Aaaah, Caim! Não tem graça!!!
- Ei, ei, ei...! Relaxa! Não fiz nada com você! Não abusei de você nem nada do tipo! E você sabe que não estou mentindo! Pq além de tudo, não teria graça fazer sexo com você se você não correspondesse!
- Oh, meu deus! Você não está ajudando!
- Me desculpa! Não imaginei que você fosse se ofender tanto! Eu só estava brincando! Não quero transar com você!!
- Mentiroso! Caim, você só está piorando as coisas!!!
- Tudo bem, pode ser que eu queira um pouco mas... Não lhe fiz nada que fosse desonroso! Pode confiar! E eu sei que você confia!
O que eu poderia dizer?! Ele tinha razão em tudo. Eu confiava nele e sabia que ele não seria capaz de fazer algo que eu não gostasse. Eu o conhecia há pouco mais de um mês e já sentia uma ligação muito forte com ele. Sinceramente, eu estava curtindo muito a situação!
- Tudo bem, pode ser que eu te perdoe por ter tirado minha roupa e tudo, mas vai ser dificil esquecer que você invadiu minha intimidade!
- Eu já entendi! E já pedi desculpa! Se ajudar, você tem o corpo mais lindo que já pude ver e tocar!
- Não, Caim... Não ajudou.
Pela primeira vez eu o vi acoado. Ele não sabia o que dizer. Eu até já tinha esquecido de perguntar o que ele fazia no meu apartamento. De qualquer forma, ele cuidou de mim. Minha pressão tinha caido muito com o susto que levei quando ele falou comigo no escuro - ela já estava baixa quando sai da loja. Ele me deu algo para comer, ajudou-me a vestir um pijama e me fez companhia a noite toda.
Peguei no sono logo. E a luz não tinha voltado ainda. Antes de ir dormir, eu disse a ele que não iria trabalhar no dia seguinte, pois era minha folga. Eu queria que ele me explicasse algumas coisas, então ele pediu para passar a noite comigo. Quando acordasse eu saberia o que ele estava fazendo na minha casa tão repentinamente!
Lembro-me de fechar os olhos e de adormecer abraçada a ele enquanto conversávamos deitados na minha cama. Eu me sentia segura com ele. Tão logo Morfeu me obrigou a dormir, pude ouvir Caim sussurrar bem baixinho para ele próprio:
- Você realmente tem o corpo mais lindo que eu já pude ver e tocar. Não tenho a menor coragem de machucá-lo...
Ele se inclinou e beijou meus lábios de forma suave e rápida.
Também fechou os olhos, se ajeitou e dormiu.
domingo, 31 de outubro de 2010
Domingo, 26 de setembro de 2010 - Breve nota sobre um breve encontro.
Andando pela rua durante a manhã, a caminho do trabalho, eu já estava pensando em ir para casa. Eu já estava imaginando o meu retorno ao meu novo apartamento que eu estava amando decorar, pois era quase uma terapia. Eu estava chegando no metrô quando o vi.
Cerca de 1,85m. Cabelos curtos e pretos, num comprimento perfeito para se puxar. Corpo magro, mas não muito - um pouco forte eu diria. Pele clara, um rosto marcante, perfeito. Não tinha barba, possuia lábios finos e olhos azuis - incrivelmente azuis. Seu jeito de andar chamava a atenção. Ele era interessante, um homem charmoso e incrivelmente sedutor. Usava terno preto, e por baixo uma camisa de cor vinho, quase sangue.
Caim passou do meu lado, sorriu para mim me cumprimentando, mas continuou a andar. Eu, por outro lado, fiquei tão aturdida com essa visão que fiquei parada na calçada, como que admirando o vazio. Olhei para trás, e ele olhou também fazendo um aceno com o braço, o qual retribui. Ele percebeu meu embaraço, e pela segunda vez, enrubesci pensando nele.
Não poderia ser o mesmo motorista de táxi que eu só tinha visto - até então - duas vezes na minha vida, mas que já fazia parte dela como se nos conhecessemos há séculos.
Cerca de 1,85m. Cabelos curtos e pretos, num comprimento perfeito para se puxar. Corpo magro, mas não muito - um pouco forte eu diria. Pele clara, um rosto marcante, perfeito. Não tinha barba, possuia lábios finos e olhos azuis - incrivelmente azuis. Seu jeito de andar chamava a atenção. Ele era interessante, um homem charmoso e incrivelmente sedutor. Usava terno preto, e por baixo uma camisa de cor vinho, quase sangue.
Caim passou do meu lado, sorriu para mim me cumprimentando, mas continuou a andar. Eu, por outro lado, fiquei tão aturdida com essa visão que fiquei parada na calçada, como que admirando o vazio. Olhei para trás, e ele olhou também fazendo um aceno com o braço, o qual retribui. Ele percebeu meu embaraço, e pela segunda vez, enrubesci pensando nele.
Não poderia ser o mesmo motorista de táxi que eu só tinha visto - até então - duas vezes na minha vida, mas que já fazia parte dela como se nos conhecessemos há séculos.
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